segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Fósseis no Brasil

Animais:
1° Inseto Carnívoro:
·         Pesquisadores descobriram um ancestral de 100 milhões de anos de um grupo de insetos carnívoros, semelhantes a grilos, que vivem hoje no sul da Ásia, na região da Indochina e no Norte da África. A nova descoberta, feita em uma região com ocorrência de fósseis de calcário no Nordeste do Brasil, corrige a classificação errada de um outro fóssil deste tipo e revela que o gênero sofreu pouca mudança evolucionária desde o Período Cretáceo, época dos dinossauros, pouco antes da dissolução do supercontinente Gondwana.

·         Embora o fóssil seja diferente dos grilos de hoje em dia, a maior parte de suas características permanece igual, o que revela que o gênero pode ter passado por um período de estagnação evolutiva de cerca de 100 milhões de anos.

·         Uma equipe internacional de cientistas descobriu no Brasil e no Uruguai alguns fósseis de embriões de répteis com aproximadamente 280 milhões de anos, informou nesta terça-feira o Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS).
Cientistas brasileiros confirmaram ter encontrado fósseis em Minas Gerais de um bicho-preguiça de seis metros de altura, que viveu durante o período Holoceno, há cerca de 10 mil anos.
"É uma descoberta incrível e de grande valor para a ciência, pois é um mamífero pré-histórico que abre novas e amplas possibilidades de estudo", disse ao jornal o geólogo Carlos Borges, diretor do Museu de Dinossauros da cidade de Uberaba.

Os fósseis, que segundo os especialistas correspondem a um exemplar da espécie Eremotherium laurillardi, foram localizados em uma zona rural de Uberaba por coincidência. O responsável pela descoberta foi o agricultor José Bezerra, morto há dois anos em um acidente de trânsito. Em 2006, Bezerra achou no campo ossos gigantes e por curiosidade decidiu guardá-los.


Em 2009, a história dos ossos gigantes guardados pelo agricultor chegou aos ouvidos dos cientistas do Museu de Dinossauros, que os recuperaram e estudaram com ajuda de uma fundação dedicada à pesquisa.

Segundo os especialistas, que não puderam determinar se o fóssil pertenceu a um macho ou uma fêmea, o exemplar era de um adulto, herbívoro, de seis metros de altura, que podia se sustentar sobre as duas patas traseiras e utilizava grandes garras para pegar folhas e frutas nos galhos mais altos das árvores.

3° Macrauchenia:

A macrauquênia (Macrauchenia patachonica) foi a última espécie da ordem dos liptoternos, que existiu apenas na América do Sul. Viveu de 7.000.000 a.C. a cerca de 18.000 a.C. A primeira descoberta de um fóssil desta espécie, na Patagônia Argentina, foi de autoria de Charles Darwin, durante sua histórica viagem a bordo do Beagle, por volta de 1830, mas seus ossos também são encontrados no Brasil.

 Eram herbívoros do tamanho de um camelo, com cabeça pequena, pés com três dedos (como os rinocerontes) e narinas entre os olhos, provavelmente ligadas a uma tromba, como a das antas, do tamanho de uma bota. Suas pernas dianteiras eram mais longas que as traseiras, como a das girafas,  o que não é típico de animais muito velozes. Porém, também eram  resistentes a tensões resultantes de mudanças de direção, o que indica  que tinha boa esquiva e era capaz de escapar de predadores poderosos,  mas menos ágeis, como o Smilodon. Também era, provavelmente, um bom nadador. Provavelmente ocupava um nicho ecológico similar ao das girafas, apesar do seu pescoço não ser tão longo. Pode ter evoluído de animais do gênero Promacrauchenia, que por alguns autores é considerado sinônimo de Macrauchenia


4º Macrauquênia:

Fósseis do animal encontrados em Puxinanã, no Agreste paraibano, foram datados em 52 mil anos. 

A macrauquênia tinha pernas semelhantes às das lhamas, seu corpo era robusto como o de um cavalo e a tromba, mais prolongada que a de uma anta. Tudo isso em cima de apenas um metro e meio de altura.

‘Incluindo o pescoço e cabeça, alcançava uns três metros. Era mais ou menos do porte de um cavalo’, descreve a paleontóloga da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Alcina Barreto.

Ela integra a equipe que, a partir de dentes do animal encontrados há quatro anos no sítio paleontológico de Lagoa de Dentro, em Puxinanã, descobriu a idade do animal. Trata-se de um depósito de cacimba, nome dado pelos estudiosos a depressões onde se acumula água. Muitos dos fósseis da megafauna se encontram nesses locais. 

‘Atraídos pela água, que começou a rarear durante o processo de extinção dos grandes mamíferos, eles se aproximavam das cacimbas antes de morrer de inanição ou de ser atacados por carnívoros’, conta Alcina.

Os dentes da macrauquênia foram coletados pelo paleontólogo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) José Augusto Costa de Almeida, em 2000, mas só no ano passado ele, Alcina e um grupo da Universidade de SP (USP-Ribeirão Preto) chegaram à datação absoluta, pela técnica ESR, sigla em inglês para Ressonância do Spin Eletrônico.

5° Inseto:
Fósseis de insetos encontrados no Brasil podem ajudar a esclarecer o debate acerca da origem das asas nesses animais, revela estudo publicado no periódico holandês Insect Systematics & Evolution. Até hoje, pesquisadores não sabem ao certo se as asas foram geradas a partir de placas rígidas na parte traseira do tórax ou se derivam de outras partes móveis do corpo desses animais. Os Coxoplectoptera, como foram nomeados os insetos brasileiros, indicam que as asas surgiram nas placas traseiras, apesar de terem incorporado genes das patas.
Descobertas em Araripe, no Ceará, em 1997, as criaturas pré-histórias tinham uma conformação inusitada: asas e partes do corpo semelhantes às da libélula, asas e veias de efêmeros e patas dianteiras de louva-deus. A aparência chamou a atenção dos pesquisadores.
O depósito fóssil onde estavam os insetos vem sendo estudado por grupos de pesquisadores de várias partes do mundo. Os especialistas do Museu de História Natural de Stuttgart, na Alemanha, por exemplo, se debruçaram sobre fósseis de dois insetos adultos e 30 larvas e, a partir deles, estabeleceram uma nova ordem (uma categoria que contém várias espécies), chamada Coxoplectoptera. Os membros dessa ordem não possuem descendentes modernos e estão extintos há 120 milhões de anos.
O paleontologista Günter Bechly e o entomologista Arnold Staniczek, ambos funcionários do museu alemão, perceberam que tinham encontrado algo especial quando descobriram um dos insetos adultos fossilizados na coleção da instituição enquanto reviravam os registros do depósito encontrado no Brasil. O depósito brasileiro já revelou dezenas de milhares de fósseis bem preservados durante um período crucial para a evolução dos insetos, o início do Período Cretáceo, há 120 milhões de anos.
As 30 larvas encontradas tinham um formato longilíneo, lembrando a forma de um camarão. Os insetos também tinham as pernas do meio e traseiras atrofiadas, um exoesqueleto grosso, antenas grandes e patas dianteiras de ataque, como as de um louva-deus. Os pesquisadores acreditam que essas características permitiam que os animais enterrassem parte do corpo no solo aquático para emboscar insetos menores.

Apesar de compartilhar características com outros insetos, os parentes vivos mais próximos doCoxoplectoptera são os efêmeros, animais que morrem após uma breve vida adulta — de duas a três horas —, que serve apenas para reprodução. Nessa fase, eles não comem. Os parentes antigos, contudo, parecem ter sido mais robustos, com comportamento mais parecido com o dos jovens efêmeros, ou seja, caçadores


6° Mastodonte:
Um morador da localidade de Sítio Santa Rita, distante cerca de 30km da sede deste Município, encontrou em meio a escavações fragmentos de ossos de um mastodonte, animal pré-histórico, que faz parte da Ordem dos Proboscídeos, um grupo de animais com trombas, habitante daquela região, entre 8 mil e 30 mil anos atrás.

Os fragmentos encontrados pelo agricultor Eurivan Cordeiro já se encontram no Museu de Pré-História de Itapipoca (Muphi). Os ossos fragmentos foram localizados na mesma região onde, em 2001, um irmão de Eurivan encontrou um dente de um animal desta mesma espécie. "A peça se encontrava guardada no Museu de Paleontologia do Crato e foi trazida para Itapipoca, que se juntará aos ossos fragmentados encontrados por esse agricultor", disse o paleontólogo e curador do Muphi, Celso Lira Ximenes, acrescentando que os moradores da região têm contribuído bastante para novas descobertas. "Pessoas como Eurivan são importantes para nós, porque através deles é que são encontrados os materiais que vão nos ajudar em novas pesquisas". Eurivan Cordeiro conta que encontrou os pedaços de ossos por acaso e que pouco costuma visitar a área que, em época de chuvas, é o leito do Rio Cruxati.

"Será muito gratificante para mim saber que, em algum dia, quando minha filha for visitar o museu para pesquisar, irá encontrar o meu nome como parte dessa história", disse, orgulhoso, o agricultor.



Os mastodontes, assim como todos os outros gigantes da megafauna, foram animais pré-históricos indicadores de ambientes naturais bem diferentes dos atuais, pela sua necessidade constante de grandes quantidades de comida e água. Jamais sobreviveriam na atual condição mais seca da caatinga. Sua extinção também pode estar ligada às mudanças que originaram o atual clima semiárido no Nordeste do Brasil, sendo uma das mais importantes espécies para esses estudos.
No Brasil, fósseis de mastodontes já foram encontrados nos Estados do Acre, Roraima, Amazonas, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. No Ceará, já foram descobertos nos seguintes municípios: Itapipoca, Sobral, Baturité, Quixadá, Quixeramobim, Tauá e Fortaleza. O Estado do Ceará revela-se no cenário mundial como lugar de expressivos acervos na área. Assim como na zona rural de Itapipoca, o Cariri possui sítios paleontológicos de raro valor






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